segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tenho que conhecer a Istoé

Eu preciso ler mais a Istoé, pois o que tenho visto na Veja e na Carta Capital é um total desrespeito a mentalidade da população.

A Veja faz críticas muito contundentes do atual governo brasileiro, mas peca por não falar um "azinho" dos governos anteriores. Como brasileiro, sei que meu país não têm 7 anos e meio e sim mais de 500, claro que isso é tempo demais para comentar, mas os governos anteriores também são responsáveis pela situação atual, seja pela forma que deixaram o país, seja pela ausência em áreas obviamente passíveis de influência governamental para o bem ou para o mal e que na maioria das vezes serve os interesses pessoais de quem manda no Brasil(vide a diminuição da verba para as agências reguladoras , o aumento expressivo de cargos de confiança e as constantes críticas aos tribunais de contas).

Carta Capital ou caderno petista de defesa do governo, é um outro exagero. Admiro a capacidade da revista de defender um candidato abertamente, mas ao mesmo tempo criticam a Rede Globo por fazer entrevistas mais duras a Dilma e Marina e aliviarem com Serra. Não seria a rede globo mais uma forma de mídia, assim como a Carta Capital? A única diferença dos dois é o apoio explícito?

Tenho que ler a Istoé, espero que a mesma seja mais imparcial, pois o que tenho visto nesses dois grandes canais de comunicação é nojento.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A quem devemos lealdade?

Fiz essa pergunta a muitas pessoas do serviço público e fiquei surpreso com as respostas.

A questão é a seguinte: Quando alguém é indicado a um cargo de confiança ou uma função gratificada em órgãos públicos, qual o comportamento adequado diante das adversidades da empresa, como greve ou protestos dos funcionários em geral?

Acredito que depende da situação, mas muitos discordam, pois dizem que se é um cargo de confiança, deve-se sempre permanecer leal a quem lhe indicou.

Sabe-se que atrito entre chefes e subordinados são normais, se alguém pretende evitar isso, que nunca trabalhe ou seja seu próprio chefe, mas a questão vai além disso, eventualmente precisa-se saber que a verdadeira lealdade do servidor público está com a instituição pública, representada pelo interesse da população, e não com quem lhe indicou, independente do valor financeiro recebido pela função.

A pergunta chave é: Será que minha função de confiança não está prejudicando a instituição mais do que ajudando? Será que os direcionamentos escolhidos pela gestão que me confiou o cargo, não estão servindo para propósitos escusos? Muitos então poderiam dizer que seguindo esse raciocínio ninguém poderia ter um cargo de confiança no serviço público brasileiro e eu provavelmente concordaria, o que apenas estou querendo dizer é que existem limites, e devemos lembrar que no fringir dos ovos, o verdadeiro empregador dos funcionários públicos é a população pagadora de impostos(e haja impostos!).

Escuto com frequência que cargo de confiança não entra em greve ou participa de protestos contra a instiuição empregadora, e aparentemente essa é uma verdade universal no meio público, gostaria então de saber: Será mesmo? Se sou funcionário de uma instituição pública e discordo veementemente da maneira em que ela é conduzida, o que me impede de protestar? A minha função gratificada? Não acredito que esse seja um motivo válido.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A realidade dos Sonhos

Interessante esse Brasil, vejo cada vez mais claramente a diferença entre o ideal e o esperado.

Um dos exemplos mais recentes é a atitude do governo em relação as cheias da mata sul de Pernambuco, pois em uma das declarações posteriores, foi dito que o governo irá reconstruir as casas no alto, um alto que fora do período de cheias é ruim para se chegar devido ao deslocamento a pé da maioria pessoas no interior, ou seja, as casas que caíram vão subir para os morros, mas outras vão aparecer nas mesmas margens dos rios, afinal é onde o comércio está.

Sou um sonhador, sonho um dia onde um governo assuma a culpa pela falta de preocupação com o bem-estar da população e tome atitudes muitas vezes custosas($$$) para tentar resolver isso, mas acredito que meu sonho é muito distante da realidade, cada vez mais entendo isso.

No Brasil em muitas situações devemos nos acostumar com o menos ruim e nunca buscar o ideal, já que ele é inatingível. Como parte integrante da classe média, posso dizer que estou numa boa posição para dizer isso, afinal não deve ser o meu filho que não vai ter uma educação boa, nem uma saúde satisfatória, nem um bom futuro garantido.

Quantas vezes um governo tomou uma atitude impopular("povão"), mas que trará bons resultados em dois ou três anos para o mesmo "povão"? Pouquíssimas vezes.
Quantas vezes um governo conscientizou a população da importancia do voto e da cobrança do próprio governo? Pouquíssimas vezes.
Quantas vezes vimos atitudes corajosas de lideranças defendendo o verdadeiro ideal social, em vez de ajudar nichos? Pouquíssimas vezes.

Muitas vezes precisamos dar um passo para trás para poder dar dois ou três para frente, mas parafraseando Zagalo, eu tenho que engolir o Brasil.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O mundo em que vivemos

Esse é o mundo em que vivemos, onde pessoas corretas e justas se passam por burros e atrasados.

O mundo é um local interessante, não existe uma colação de grau que eu fui em que não foi mencionado a ética e a moral como algo que todos devemos buscar, e que o dinheiro nunca deve ser o rei de nossas vidas, no entanto vejo exatamente o contrário no cotidiano, pois uma vez que todo aquele evento familiar da formatura termina, é cada um por si. Faz-se tudo o que precisa fazer em nome do dinheiro, ás vezes no começo da carreira, ás vezes no meio e até no fim.

O interessante é que as concessões éticas em prol do benefício próprio, eventualmente são acatadas e jsutificadas por muitas pessoas. Já escutei muitas desculpas diferentes como, precisar cuidar dos filhos, sustentar parentes doentes e muitas outras histórias que chegam a comover mas não justificam os atos.

"Como assim não justifica? Isso é porque não é você que está precisando!"

Vivemos num mundo que já é por demais corrupto, ganacioso e hipócrita, e em vez de ajudar a fazer um mundo(ambiente em que vivemos) melhor, todos querem apenas se salvar. O que nem todos entendem é que essa mesma falta de coletividade existente hoje, é a principal responsável pelos problemas que temos, pois muitos não medem esforços para conseguir se dar bem, ultrapassando os limites da ética. Quando esses limites são ultrapassados no poder público, as repercussões podem ser ruins para as mesmas pessoas que o ultrapassaram, e devastadoras para com outras pessoas que também têm muitas necessidades.

A questão então é, vale a pena eu me beneficiar fazendo parte de um esquema que prejudica outras pessoas tão importantes como eu?

terça-feira, 27 de abril de 2010

As meias soluções de que tanto falo

Essa é a discussão sobre o complexo esportivo Santos Dummont, primeiro a acusação da oposição:

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2010/04/26/nada_feito_69351.php

Depois a resposta doo sercretário de esportes:

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2010/04/26/falta_de_fair_play_politico_69352.php

Minha conclusão é muito parecida com o comentário do primeiro link, pois não interessa quem foi oposição, quem estava no poder antes ou vai estar depois, nem tudo que acontece no estado e nesse país pode suportar meias soluções, ou faz tudo ou não faz nada.

O governador que teve 4 anos pra mudar tudo, realizou pouquíssimo e os outros antes dele também, a questão é após 4 anos acusar a gestão anterior ainda parece ser uma saída válida, e enquanto isso o povo fica sem um complexo esportivo digno, e pior caindo aos pedaços deixando os atletas correndo risco de vida(os que jogam embaixo do telhado do ginásio).

Será que o avanço vale a pena? Até quando avaçaremos tão pouco?

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cautela teu nome é Brasil

A bíblia menciona, em muitas ocasiões, a cautela como uma atitude dos sábios, antes fosse esse tipo de sabedoria por trás de tanta cautela do povo brasileiro.

Vejo que diante de situações adversas, mas superáveis, o brasileiro em geral sempre escolhe o caminho da "paciência", fazendo parecer uma atitude sábia e correta, no entanto o que vemos por parte de mim e de nós, na verdade é um medo horrendo de enfrentamento.

A população nunca se mobiliza porque tal qual na história do rato e do sino no gato, sempre fica a pergunta de quem vai ser o líder que vai colocar o sino no gato, ou seja, quem vai ser o indivíduo que vai liderar e possivelmente sofrer quaiquer repercussões negativas que um simples ato de repúdio pode ter, especialmente quando é em nome dos outros.

Interessante como a história se repete. Quantos líderes sofreram tanto pelo bem do seu próximo? Usamos Jesus como nosso exemplo no amor ao próximo, na bondade e na compaixão, mas não usamos o exemplo de Jesus na hora de abrir mão do meu conforto e lutar por uma causa justa, a causa do meu próximo, pois uma coisa é certa, se Jesus tivesse acatado a autoridade espiritual dos fariseus nunca teria sofrido morte de cruz.

Muitos diriam então que Jesus é Rei espiritual e não material, então eu os informo que Jesus viveu sobre um império e nós vivemos numa democracia. Somos capazes de brigar por nossa causa, por nosso apartamento e por nosso prédio, mas passou daquilo que é completamente nosso, sempre colocamos o pé atrás. O que difere tanto de lutar pela nossa cidade ou por nosso país? Eu respondo, a grande diferença é que na exigência de enfrentar quem quer que seja em nome dos outros, corre-se um risco e esse risco ninguém, nem os considerados cristões, estão dispostos a correr.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A nossa Saúde

Estes últimos acontecimentos nos EUA sobre a reforma da saúde de Obama, me fez pensar na saúde sobre um ângulo que antes me era desconhecido, o ângulo dos pagadores. A questão é simples,  a maior resistência por parte dos republicanos é o medo que os cidadãos pagantes de muitos tributos sustentem pessoas que pouco ou nada contribuíram, até aí acredito ser um pleito válido, mas a coisa complica quando passamos a analisar do ponto de vista dos não contribuintes. Qual o motivo que algumas pessoas não contribuem?

Existem duas repostas conflitantes que merecem uma fatia do nosso pensamento, são as seguintes:
1-Porque não podem
2-Porque não querem ou não se importam

Em relação a primeira reposta, fica claro que a saúde pública deve cuidar de alguma forma dessas pessoas, mas as coisas ficam interessantes quando mesclamos com a segunda resposta.

Se fizerem um pesquisa sobre qual é a principal motivação de um funcionário de empresa privada, acredito que em 99% dos casos a resposta teria relação com o medo de ser despedido, fazendo uma analogia a saúde, podemos ver que muitas pessoas não se preocupam em melhorar de vida simplesmente porque no pior dos casos sabe que terá um plano de saúde, ruim, mas um plano ainda sim, sustentadas por outras pessoas que trabalham e contribuem.

Não seria um ótimo motivo de estímulo de trabalho, se sugerissem  para essas pessoas que se elas não trabalhasses e tivesses um plano de saúde privado, elas ficariam no meio da rua? Eu acredito que sim e aí que fica a questão, até onde queremos patrocinar a vagabundagem no Brasil e até onde queremos ajudar os que não têm condições?

O Brasil precisa se decidir sobre isso, pois ou escolhe uma forma de possuir uma saúde pública de qualidade nos moldes da Inglaterra e França ou privatiza tudo e será o que Deus quiser. Acredito que o projeto ideal é um meio termo bem regulamentado e fiscalizado, pois do jeito que está ninguém aguenta.