terça-feira, 14 de setembro de 2010

Nossos candidatos perfeitos

De manhã quando vou para o trabalho, gosto de escutar o horário eleitoral afinal é no mínimo divertido, até porque rir de si mesmo faz bem para a saúde, falo isso como brasileiro, pois sei que são esses os políticos que terão nossos votos.  Durante esses dias de horário eleitoral, venho observando um fenômeno que é a quantidade de pessoas competentes, trabalhadoras, sérias, lutadoras e altruístas que existem na política brasileira. Falando com minha esposa, comentei com ela como o mercado de trabalho é diferente, pois são poucos os candidatos a qualquer vaga que reúnem tantas características positivas como nossos candidatos, por vezes chego a pensar que estou em um país desenvolvido.

Uma das frases mais repetidas é a frase da luta, todo mundo quer lutar ou lutou muito por alguma coisa, da mesma forma que eu posso dizer que lutei pela paz mundial ou para acabar com a fome mundial, eles podem dizer que lutaram pelas classes que desejam representar ou por algum projeto que beneficiou alguém, nem eu nem eles vão estar mentindo, apenas distorcendo a verdade.

Uma outra coisa interessante é a quantidade de políticos que se entitulam "trabalhadores", pois se algum dia eu tiver uma empresa vou encher de candidatos e políticos, pois saberei que todos são muito trabalhadores e competentes. Num país que é marcado pelo jeitinho brasileiro e pelo desejo de ganhar muito e não fazer nada, ainda bem que temos nossos políticos para nos salvar desse mar de preguiçosos.

O que mais me impressiona é que numa eleição em que 4 vagas são para o legislativo, ou o cara diz lutar por tudo(Segurança, Educação, Saúde) ou só por alguma coisa("fim do desemprego"). Acredito que todos os candidatos devem ter propostas e devem ter um foco de atuação, mas isso não exclui todo o resto, afinal eles têm que lutar pela sociedade inteira, só que isso não é uma opção deles, é uma obrigação, isso por sinal é algo que muitos se esquecem, os políticos não estão fazendo favor quando criam boas políticas públicas ou ajudam uma comunidade e outras coisas caracterizadas como "boas ações", isso é obrigação deles, isso é o trabalho deles, assim como no mercado de trabalho, os bons políticos são os que vão além, são os que se esforçam mais, não os que fizeram apenas uma ou duas coisa boas durante todo o seu mandato.

O PT e a corrupção institucionalizada brasileira

Este episódio que a revista mais descredibilizada do Brasil(Veja) trouxe a tona sobre a ministra da casa civil Erenice Guerra, fez com que o atual candidato a governador de Pernambuco Jarbas Vasconcelos saísse atirando para todos os lados novamente:
http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4676203-EI15332,00-Jarbas+ha+uma+quadrilha+institucionalizada+na+Casa+Civil.html

Apesar de achar Jarbas mais um político que faz parte do que eu chamo de "Corja", algumas das coisas que ele diz realmente fazem sentido, como por exemplo a questão dos cartões corporativos. Absolutamente nada aconteceu, deu em pizza, uma ministra caiu e acredito que só(a da "integração racial", hã? tem um ministério pra isso? ), bom até aí tudo normal nas terras brasilis, mas o motivo pelo qual quase ninguém falou ou fala disso é porque o governo do PSDB de São Paulo também usou e abusou desses cartões, claro que o governo federal gastou quantias muito maiores de dinheiro, mas ainda assim são poucos os escândalos divulgados que envolvem ambos os partidos no Brasil e esse é um deles.

O que eu acho interessante é o quanto são similares os comportamentos de ambos os partidos diante de casos de mal uso do dinheiro público: abafar e silenciar, esperando que o povo esqueça(ou se lembre?) dessas coisas.

Ainda assim como todos os governos "Dazeliti" antes de Lula, o PT não demonstra um mudança nessa área, muito pelo contrário as coisas evoluíram com o apoio popular, pois está na boca da população dizer que pelo menos agora se sabe dos casos de corrupção, já que antes nem se sabia. Não penso ser essa uma afirmação válida, penso sim que as manobras que o PT têm feito para blindar os "seus" são extremamente habilidosas, vide mensalão, José Dirceu, Renan, Sarney, a CPI da Petrobrás. Tal qual antes do seu governo todos os casos de corrupção são escondidos e escanteados e nada acontece.

Se alguma coisa realmente aconteceu nas licitações da casa civil, niguém vai ser punido, ninguém nunca é, afinal Silvio Costa Filho continua aí, candidato normalmente, assim como os prefeitos que faziam parte do esquema dos shows que nunca existiram. O que teve de desvio na construção da BR 232 não está no gibi, mas a questão é a continuidade, posso traçar um histórico de desvios em todos os governos seja PT, PMDB, PSDB e DEM, com pouquíssimos avanços positivos até porque em matéria de fraudar licitações, o Brasil inteiro tem uns 3 ou 4 pós-doutorados.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Tenho que conhecer a Istoé

Eu preciso ler mais a Istoé, pois o que tenho visto na Veja e na Carta Capital é um total desrespeito a mentalidade da população.

A Veja faz críticas muito contundentes do atual governo brasileiro, mas peca por não falar um "azinho" dos governos anteriores. Como brasileiro, sei que meu país não têm 7 anos e meio e sim mais de 500, claro que isso é tempo demais para comentar, mas os governos anteriores também são responsáveis pela situação atual, seja pela forma que deixaram o país, seja pela ausência em áreas obviamente passíveis de influência governamental para o bem ou para o mal e que na maioria das vezes serve os interesses pessoais de quem manda no Brasil(vide a diminuição da verba para as agências reguladoras , o aumento expressivo de cargos de confiança e as constantes críticas aos tribunais de contas).

Carta Capital ou caderno petista de defesa do governo, é um outro exagero. Admiro a capacidade da revista de defender um candidato abertamente, mas ao mesmo tempo criticam a Rede Globo por fazer entrevistas mais duras a Dilma e Marina e aliviarem com Serra. Não seria a rede globo mais uma forma de mídia, assim como a Carta Capital? A única diferença dos dois é o apoio explícito?

Tenho que ler a Istoé, espero que a mesma seja mais imparcial, pois o que tenho visto nesses dois grandes canais de comunicação é nojento.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A quem devemos lealdade?

Fiz essa pergunta a muitas pessoas do serviço público e fiquei surpreso com as respostas.

A questão é a seguinte: Quando alguém é indicado a um cargo de confiança ou uma função gratificada em órgãos públicos, qual o comportamento adequado diante das adversidades da empresa, como greve ou protestos dos funcionários em geral?

Acredito que depende da situação, mas muitos discordam, pois dizem que se é um cargo de confiança, deve-se sempre permanecer leal a quem lhe indicou.

Sabe-se que atrito entre chefes e subordinados são normais, se alguém pretende evitar isso, que nunca trabalhe ou seja seu próprio chefe, mas a questão vai além disso, eventualmente precisa-se saber que a verdadeira lealdade do servidor público está com a instituição pública, representada pelo interesse da população, e não com quem lhe indicou, independente do valor financeiro recebido pela função.

A pergunta chave é: Será que minha função de confiança não está prejudicando a instituição mais do que ajudando? Será que os direcionamentos escolhidos pela gestão que me confiou o cargo, não estão servindo para propósitos escusos? Muitos então poderiam dizer que seguindo esse raciocínio ninguém poderia ter um cargo de confiança no serviço público brasileiro e eu provavelmente concordaria, o que apenas estou querendo dizer é que existem limites, e devemos lembrar que no fringir dos ovos, o verdadeiro empregador dos funcionários públicos é a população pagadora de impostos(e haja impostos!).

Escuto com frequência que cargo de confiança não entra em greve ou participa de protestos contra a instiuição empregadora, e aparentemente essa é uma verdade universal no meio público, gostaria então de saber: Será mesmo? Se sou funcionário de uma instituição pública e discordo veementemente da maneira em que ela é conduzida, o que me impede de protestar? A minha função gratificada? Não acredito que esse seja um motivo válido.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A realidade dos Sonhos

Interessante esse Brasil, vejo cada vez mais claramente a diferença entre o ideal e o esperado.

Um dos exemplos mais recentes é a atitude do governo em relação as cheias da mata sul de Pernambuco, pois em uma das declarações posteriores, foi dito que o governo irá reconstruir as casas no alto, um alto que fora do período de cheias é ruim para se chegar devido ao deslocamento a pé da maioria pessoas no interior, ou seja, as casas que caíram vão subir para os morros, mas outras vão aparecer nas mesmas margens dos rios, afinal é onde o comércio está.

Sou um sonhador, sonho um dia onde um governo assuma a culpa pela falta de preocupação com o bem-estar da população e tome atitudes muitas vezes custosas($$$) para tentar resolver isso, mas acredito que meu sonho é muito distante da realidade, cada vez mais entendo isso.

No Brasil em muitas situações devemos nos acostumar com o menos ruim e nunca buscar o ideal, já que ele é inatingível. Como parte integrante da classe média, posso dizer que estou numa boa posição para dizer isso, afinal não deve ser o meu filho que não vai ter uma educação boa, nem uma saúde satisfatória, nem um bom futuro garantido.

Quantas vezes um governo tomou uma atitude impopular("povão"), mas que trará bons resultados em dois ou três anos para o mesmo "povão"? Pouquíssimas vezes.
Quantas vezes um governo conscientizou a população da importancia do voto e da cobrança do próprio governo? Pouquíssimas vezes.
Quantas vezes vimos atitudes corajosas de lideranças defendendo o verdadeiro ideal social, em vez de ajudar nichos? Pouquíssimas vezes.

Muitas vezes precisamos dar um passo para trás para poder dar dois ou três para frente, mas parafraseando Zagalo, eu tenho que engolir o Brasil.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O mundo em que vivemos

Esse é o mundo em que vivemos, onde pessoas corretas e justas se passam por burros e atrasados.

O mundo é um local interessante, não existe uma colação de grau que eu fui em que não foi mencionado a ética e a moral como algo que todos devemos buscar, e que o dinheiro nunca deve ser o rei de nossas vidas, no entanto vejo exatamente o contrário no cotidiano, pois uma vez que todo aquele evento familiar da formatura termina, é cada um por si. Faz-se tudo o que precisa fazer em nome do dinheiro, ás vezes no começo da carreira, ás vezes no meio e até no fim.

O interessante é que as concessões éticas em prol do benefício próprio, eventualmente são acatadas e jsutificadas por muitas pessoas. Já escutei muitas desculpas diferentes como, precisar cuidar dos filhos, sustentar parentes doentes e muitas outras histórias que chegam a comover mas não justificam os atos.

"Como assim não justifica? Isso é porque não é você que está precisando!"

Vivemos num mundo que já é por demais corrupto, ganacioso e hipócrita, e em vez de ajudar a fazer um mundo(ambiente em que vivemos) melhor, todos querem apenas se salvar. O que nem todos entendem é que essa mesma falta de coletividade existente hoje, é a principal responsável pelos problemas que temos, pois muitos não medem esforços para conseguir se dar bem, ultrapassando os limites da ética. Quando esses limites são ultrapassados no poder público, as repercussões podem ser ruins para as mesmas pessoas que o ultrapassaram, e devastadoras para com outras pessoas que também têm muitas necessidades.

A questão então é, vale a pena eu me beneficiar fazendo parte de um esquema que prejudica outras pessoas tão importantes como eu?

terça-feira, 27 de abril de 2010

As meias soluções de que tanto falo

Essa é a discussão sobre o complexo esportivo Santos Dummont, primeiro a acusação da oposição:

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2010/04/26/nada_feito_69351.php

Depois a resposta doo sercretário de esportes:

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2010/04/26/falta_de_fair_play_politico_69352.php

Minha conclusão é muito parecida com o comentário do primeiro link, pois não interessa quem foi oposição, quem estava no poder antes ou vai estar depois, nem tudo que acontece no estado e nesse país pode suportar meias soluções, ou faz tudo ou não faz nada.

O governador que teve 4 anos pra mudar tudo, realizou pouquíssimo e os outros antes dele também, a questão é após 4 anos acusar a gestão anterior ainda parece ser uma saída válida, e enquanto isso o povo fica sem um complexo esportivo digno, e pior caindo aos pedaços deixando os atletas correndo risco de vida(os que jogam embaixo do telhado do ginásio).

Será que o avanço vale a pena? Até quando avaçaremos tão pouco?